O que é Vidro ?
Composição Química do Vidro
A Utilização do Vidro
A História do Vidro
Idade Média e Renascença
Século XVIII
Tempos Modernos
Um projeto Moderno inclui vidros de segurança
O Vidro Laminado
O Vidro Temperado
Vidro Monolítico

 

 

O Vidro é uma substância, homogênea e amorfa, obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. Suas principais qualidades são a transparência e a dureza.

O vidro distingue-se de outros materiais por várias características: não é poroso nem absorvente, é ótimo isolante, possui baixo índice de dilatação conectividade térmica, suporta pressões de 5.800 a 10.800 kg por cm2.

 




 

  • sílica – sio : Matéria prima básica cuja função é de vitrificante
  • soda – na2o : Introduzida na barilha e no sulfato de sódio, tem por finalidade baixar o ponto de fusão.
  • cálcio – cao : Introduzida através do calcário e da dolomita, dá estabilidade ao vidro contra os ataques de agentes atmosféricos.
  • magnésio – Mgo : Introduzida através da dolomita, transmite ao vidro resistência para suportar, dentro de certos limites, mudanças bruscas de temperatura. Enriquece sua resistência mecânica.
  • Alumina – A1203 : Colocada através do feldspato, é o elemento que dá mais resistência mecânica.
  • Cloreto de sódio, nitrato de sódio, e óxido arsênico : afinantes.
  • Óxido de cobalto (azul), óxido de ferro (verde) : corantes.
  • Sucata de vidro : empregada na proporção de 20 a 40%, auxilia a fusão.

 

 


A utilização do vidro enquadra-se em quatro grandes campos:

  • Vidro oco: para garrafas, frascos, etc
  • Vidro plano: Janelas, portas, divisões, automotivos.
  • Vidros finos: Lâmpadas, aparelhos eletrônicos, tubos de televisões.
  • Vidro curvos: usado sobretudo na Industria automobilística e de construção civil.

No Brasil o mercado consumidor de vidros pode ser assim esquematizado:

  • 60% na construção civil;
  • 39% na industria automotiva;
  • 1% na industria do mobiliário

Metade da produção é consumida pela industria de bebidas; 38,5% pela industria farmacêutica; 5% pela industria cosmética e 6.,5% por outros setores.

Os vidros finos são utilizados por laboratórios e pela industria elétrica/eletrônica.

 

 

As Origens

A descoberta do vidro tem sido objetivo de controvérsias, pois os historiadores não dispõem de dados precisos sobre a sua origem. No entanto, após a descoberta de objetos de vidro nas necrópoles egípcias, pode-se concluir que o vidro já era conhecido pelo menos 4.000 A/C.

Tebas parece ter sido o verdadeiro berço da industria vidreira egípcia. Segundo alguns historiadores, um acaso ocorrido na cozedura da louça de barro, que já se fabricava na época, teria dado origem ao vidro.

Porem a descoberta de objetos de vidro em sepulturas antigas contradiz esta versão. Assim, pode-se supor que a industria vidreira era conhecida antes mesmo que o vidro fosse fabricado em Tebas.

De qualquer modo, está confirmado que foi no tempo de Tibério que esta atividade se estabeleceu em Roma, alcançando grande desenvolvimento e perfeição, suprindo desde logo a indústria egípcia.

Alguns autores apontam os fenícios como sendo os precursores da indústria do vidro. Na realidade os fenícios são os responsáveis pela sua comercialização com outros povos.

Também é certo que, através de suas relações com o Egito, os romanos aperfeiçoaram essa arte e se tornaram exímios nela, chegando a dominar os mais adiantados processos de lapidação, pintura, coloração, gravura e mesmo moldagem de vidro soprado.

Os romanos levaram esses processos para a península Ibérica e para a Gália, onde permaneceram por muito tempo. Mas a invasão dos bárbaros pôs fim a essa atividade e o vidro foi esquecido no Ocidente.

Com a mudança da sede do Império Romano para o ocidente, Constantino Magno levou consigo artesões hábeis nessa arte, impedindo assim que a indústria de vidro se acabasse.

A partir daí, o Oriente passou a ter o monopólio desse comercio, principalmente por causa da proteção que Teodósio II dispensou aos fabricantes, isentando-os de impostos e dando-lhes outros benefícios sociais e comerciais.

 

 

O Baixo império conservou esse monopólio até o século XIII da era cristã, quando então os venezianos começaram a introduzir artistas gregos em suas oficinas. Isso ocasionou uma grande prosperidade nessa industria, cuja primazia sobre a de outras nações do mundo durou até o século XVII.

A industria protegeu bastante os vidreiros. Essa proteção se transformou em despotismo, quando o conselho dos dez proibiu terminalmente a saída de operários para a estrangeiro, tomando a seu cargo em 1.490, as instalações de Murano, pequena Ilha próxima de Veneza, para onde tinham sido transferidas, em 1289, todas as oficinas e fábricas, visando ter maior vigilância sobre os trabalhadores.

Mas, apesar do rigoroso controle, alguns operários conseguiram emigrar para a Alemanha. Por essa época, eram famosos os espelhos fabricados em Veneza, fama esta que chegou até os nossos dias. A Europa toda estava sob o domínio veneziano e não tinha forças para romper com ele. Até que a Alemanha começou a promover a imigração de artistas Venezianos, que foram para lá em número cada vez maior.

Muitos pagaram com a vida essa "rebeldia", porque a república de Veneza baixou decreto dizendo que o operário que se obstinasse em ficar no estrangeiro poderia ser morto por um emissário enviado pelo conselho dos dez. Apesar de alguns mortos e do pavor espalhado entre os operários, a Alemanha conseguiu consolidar sua indústria vidreira, através de artistas que transformaram e aperfeiçoaram a fabricação e o estilo de obras.

Ao contrário do vidro veneziano, que se caracterizava por leves filigranas, o alemão utilizava esmaltes e reproduzia desenhos célebres.

O vidro esmaltado teve sua época de grandeza. Mas, depois de instalada a industria na Boêmia, iniciou-se a fabricação do vidro cristal gravado, que diziam ser invenção de Gaspar Lehman, a quem o imperador Rodolfo II concedeu o título de gravador da corte em 1612.

 

 

A França já fabricava o vidro desde a época dos romanos. Porém, só no final do século XVIII, e especialmente com as iniciativas de Colbert, foi que a indústria de fato prosperou. Mais tarde ela alcançaria um grau de perfeição notável.

Da França, a industria vidreira passou para a Inglaterra durante o reinado de Isabel. No século XVIII a industria tinha importante valor neste pais, sobretudo depois que se iniciou a fabricação do cristal branco, que revolucionou o comércio vidreiro, tornado acessível o que até então só era conhecido e usado pelos ricos.

A partir dessa época a industria vidreira espalhou-se pelo mundo inteiro. Tanto a Bélgica como mais tarde o Novo Mundo, inundaram o mercado com objetos de vidro incontestável superioridade artística e a preços relativamente baixos.

 

 

Com a Revolução industrial, veio a mecanização dos processos e a aparição da grande indústria moderna do Vidro. E mais recentemente, durante os anos 50, assentaram-se as bases da aplicação do método científico à sua produção. Novos produtos apareceram com larga utilização em vidros cerâmicos, vidros com superfícies tratadas, Fibras óticas, fibras para reforço de materiais plásticos e vidros de segurança.

A Pilkington inventou o float. Neste processo o vidro fundido corre para um banho de flutuação. Sob atmosfera devidamente controlada a faixa de vidro flutua num banho de estanho fundido, o que lhe confere perfeita planimetria das faces, seguida de um polimento a quente na superfície.

Com o advento da industria automobilística apareceu a necessidade de vidros mais seguros, necessidade logo sentida em outras áreas como construção civil, eletrodomésticos etc. , ocasionado um grande desenvolvimento dos vidros de segurança. 

 

 

O vidro comum, é usado em construção há quase 2.000 anos. No entanto ele vem sendo substituído gradualmente em muitas aplicações pelos vidros de segurança, de custo mais elevado.

Afinal, o que há de errado com o vidro comum? O vidro comum é um material frágil, que quando se quebra, o faz em pedaços grandes e muito cortantes, o que pode causar acidentes sérios e até mesmo fatais. Quanto maior a espessura do vidro maiores os impactos que pode suportar, porém mesmo o vidro comum mais espesso quebra, de forma igualmente insegura.

O vidro de segurança conserva qualidades do vidro comum ( transparência, durabilidade, boa resistência química, etc.) e é menos sujeito a quebras. Os vidros temperados, apresentam resistência mecânica cinco vezes maior que o vidro comum de mesma espessura, e quando quebrados, apresentam fragmentos pequenos, não pontiagudos e sem arestas cortantes.

Em caso de quebra do vidro laminado, os fragmentos ficam presos ao butiral, minimizado o risco de lacerações. Mesmo após quebrado, o PVB resiste ao atravessamento podendo ser distendido mais de cinco vezes de sua medida inicial, sem se romper.

A "Bristsh Standards Institution" (BSI) do Reino Unido, estudou as áreas de maior risco de acidentes em vidro, e por intermédio do "Code of Practive for Glazing for Bilding" Bs 6262, enumera estas áreas:

  1. Portas e laterais que possam ser confundidas com portas;
  2. Envidraçamento a 80cn ou menos do assoalho;
  3. Sacadas (guarda - corpos);
  4. Envidraçamento em banheiros, piscinas, etc.;
  5. Áreas de especial risco, como por exemplo play-grounds, clarabóias, etc.
  6. De acordo com a Bs 6262, todas as cinco áreas acima citadas devem ser envidraçadas com vidros de segurança. Lamentavelmente isto nem sempre é observado, mesmo na Inglaterra. Não há dúvida, porém que tal norma deveria ser seguida inclusive no Brasil, como medida preventiva de acidentes.

 

 

O laminado é um vidro de segurança composto de duas ou mais lâminas de vidro fortemente interligadas, sob calor e pressão, por uma ou mais camadas de Polivinil Butiral muito resistente e flexível, formando uma estrutura capaz de suportar os mais violentos impactos. Mesmo que se rompa, garante a inviolabilidade do vão.

O tipo mais usado para arquitetura, em paredes divisórias, portas, janelas, vitrines, visores, vitrines, clarabóias, entrada de luz, etc., é o laminado constituído de duas lâminas de vidro e uma camada de Polivinil Butiral.

O número de lâminas de vidro de Polivinil Butiral pode ser especificado, o que confere ao laminado versatilidade para as mais diversas situações, conforme as exigências de segurança e isolamento térmico.

O tipo de alta resistência contra impacto e penetrações pode ter 4 ou mais laminas de vidro e 3 ou mais camadas de Polivinil Butiral.

A espessura do laminado múltiplo pode atingir até 65mm, de acordo a necessidade. O laminado múltiplo é indicado nos casos de severas exigências de segurança, tais como pára-brisas de carro, janelas de carros blindados, visores de cabina de segurança, pára-brisas de locomotivas e aeronaves, visores para navios, vitrines e guiches especiais, piscinas, instalações hidráulicas, aeroportos, sacadas, coberturas. Outros casos podem ser estudados de acordo com o projeto.

A versatilidade do laminado permite diversas composições dos seus elementos, visando atender às necessidades de isolamento acústico. Ele atenua ruídos externos e absorve a energia sonora acima de 2/3 a mais que o vidro manolítico da mesma espessura.

A capacidade de absorção dos raios infravermelhos dos laminados depende da cor da película de Polivinil Butiral e da cor e espessura das lâminas de vidro que o compõem.

Em suas várias tonalidades, o laminado oferece as melhores condições de controle da energia solar, com índice de absorção de 10 a 70%, conforme o caso. Além das cores normais,o laminado pode ser composto com vidros refletivos, o que diminui ainda mais a transmissão de calor para o ambiente interno.

O laminado é particularmente indicado para os locais submetidos a maior incidência de raios solares, tornando os ambientes internos mais agradáveis. Graças à camada especialmente tingida de Polivinil Butiral, o laminado reduz os reflexos de luz, além de excluir, por sua natureza, os raios ultravioletas em até 92%.

Deste modo, o laminado diminui perdas provocadas pela coloração, sendo recomendado para galerias de arte, e em muitos outros casos em que se queria evitar os efeitos prejudiciais dos raios ultravioletas.

 

 

Os vidros temperados são fabricados a partir do vidro comum, por isso possuem todas as suas características: transparência, coloração, paralelismo nas faces, etc.

O processo térmico de temperatura melhora consideravelmente as propriedades do produto, conferindo ao vidro temperado uma resistência muito maior que a do vidro comum.

A finalidade da têmpera é estabelecer tensões elevadas de compressão nas zonas superficiais do vidro, e correspondentes altas tensões de tração no centro do mesmo.

Processo de Têmpera

O vidro é cortado na forma e tamanhos desejados. Em seguida vem a lapidação depois os recortes e furos necessários. Feitas estas operações a peça é submetida ao controle de quantidade inicial, sendo então levada ao processo de têmpera. O vidro é colocado no forno, submetido a uma temperatura de aproximadamente 6000 C até atingir seu ponto ideal. Neste momento, recebe um resfriamento brusco, através de um soprante , o que vai gerar o estado de tensão citado.

Propriedades

Experiências levadas a efeito com uma chapa de temperado liso de 6mm de espessura, demonstram que suporta o impacto de uma esfera de aço de 1 kg deixada cair livremente da altura de 2,00m; Em idênticas condições um vidro comum de vidraçaria (recozido) quebrou-se numa altura de 0,30cm.

Resistência ao choque térmico

Térmicamente a mesma chapa suporta uma diferença de temperatura entre suas superfícies da ordem de 300o C. Num vidro comum nas mesmas circunstancias rompe-se com uma diferença de 60o C.

Resistências a flexão

O módulo de trabalho por flêxão do temperado é muito elevado: 500Kg/cm2 com um coeficiente de segurança igual a 3,5. O vidro comum possui um módulo de trabalho por flêxão de 100kgf/cm2.

Uma chapa de 30 x 0,6 cm, colocada sobre dois apoios distantes entre si de 70 cm suporta uma Carga de 170kg com uma flecha de 0,6 cm, sem romper e nem deformar-se permanentemente. 

Resistência a Flambagem

A mesma chapa submetida a uma carga axial permanente suporta 1000kgf com uma flecha de 35mm.

Resistência a Torção

A mesma chapa suporta um esforço de torção de 50kgf, descrevendo um angulo de 270o , ao passo que uma chapa de vidro comum rompe-se com 10kgf de força.

Peso

O peso do temperado é o mesmo do vidro comum ou seja: 2,5kgf por metro quadrado e milímetro de espessura. Assim sendo temos:

Espessura Nominal Peso aproximado por m2
6mm   15,0 kg
8mm  20,0 kg
10mm  25,0 kg

 

Segurança 

Atenção criadas através do processo de têmpera, fazem com que numa eventual quebra provocada por um esforço anormal ele rompe-se totalmente resultando pequenas partículas de aspectos cúbicos com arestas menos susceptíveis de provocar ferimentos. Isto aliado às propriedades já enumeradas permite que se faça emprego em grandes envidraçamento pois é possível ser aplicado através de peças metálicas próprias, eliminando completamente as requadrações dos tradicionais caixilhos.

Apresentação

As instalações são fabricadas com o vidro plano; Cristal Incolor, Verde, Bronze, Fume ou Impresso padrão pontilhado.

 

 

O vidro Monolítico é o vidro refletivo para controle solar produzido por um processo de metalização on-line, onde a deposição da camada refletiva ocorre durante a fabricação do vidro float, por deposição química de gás, o que garante durabilidade e homogeneidade da camada refletiva.

A deposição da camada metalizada ocorre sobre o substrato incolor ou colorido, o que confere ao Monolítico as seguintes cores por reflexão: prata, cinza, bronze e dourado. Quando laminado, o Eclipse proporciona inúmeras opções de cor.

Vantagens

  • Variedades de cores
  • Média performance para controle solar
  • Variedade de opções em termos de transmissão e reflexão luminosa
  • Camada refletiva resistente
  • Pode ser utilizado normal ou laminado
  • Pode ser instalado com a face refletiva voltada para ao exterior

Monolítico Laminado

O monolítico laminado ainda oferece segurança, controle sonoro, controle de raios ultravioletas e proteção da camada metalizada.

Monolítico laminado em função da composição, proporciona inúmeras opções de cores, possibilitando flexibilidade ao projeto arquitetônico.

 

 


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